Sábado, Março 08, 2008...
...Às 2:52 PM.
Super Bactéria
É tão resistente, que mata mais que a AIDS nos E.U.A
Vinícius Muniz
Vários estudos recentes mostram que a super bactéria (
Staphylococcus aureus (ver abaixo)) infecta 94 mil e causa 18,6 mil mortes por ano e que medidas simples de higiene reduziriam pela metade as contaminações. Um estudo publicado na revista científica americana Journal Of The American Medical Association (JAMA) revelou a bactéria infecta e mata anualmente milhares de norte-americanos. As estatísticas, divulgadas pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, pela sigla em inglês) representam um número maior do que o de mortes provocadas pelo vírus HIV. Em 2005, a AIDS matou 17.011 pessoas nos Estados Unidos. Os efeitos do micróbio resistente a antibióticos assustam cientistas.
A infectologista, Drª. Lourdes Sodré, informa que é cada vez mais necessário que os médicos e a população em geral se mantenha informada sobre essa bactéria de grande periculosidade. “A infecção pode ser contraída pelo compartilhamento de objetos, como toalha ou equipamentos esportivos usados por uma pessoa infectada, ela também é transmitida pelo simples contato de pele ou com feridas abertas, e é capaz de transformar simples probleminhas na derme em infecções mortais”, conta. Além disso, ela ressalta que pessoas que tem contato por grande quantidade de tempo com materiais hospitalares, como por exemplo, os que fazem hemodiálise acabam tendo mais chance de contrair a bactéria. “Apesar de mais comum dentro de clínicas e hospitais, pessoas que não apresentam problema de saúde e de aparência saudável podem estar com o germe na pele ou no nariz, sem necessariamente contrair algum tipo de infecção”, alerta a doutora que atua a mais de 7 anos na área de infectologia.
Enfermeira de um hospital em Salvador, Rilza Barreto dá algumas dicas de como evitar doenças hospitalares. “Se faz cada vez mais necessária a diminuição do uso em grande quantidade de antibióticos e a adoção de procedimentos básicos nos hospitais”, assim, ela ressalta o simples hábito de lavar as mãos. "A higiene das mãos é a coisa mais importante no dia a dia em um hospital. Tanto de quem trabalha, tanto de quem vem fazer visitas. É o melhor que podemos fazer para diminuir a troca de germes entre as pessoas que podem causar infecções de qualquer tipo e gravidade", informa a enfermeira.
Um dos casos mais recentes de infecção pela super bactéria surgiu a partir da desconfiança de que os jogadores de futebol americano da Sherwood High School, em Sandy Spring, Maryland (EUA), não estavam cumprindo as recomendações de lavar seus uniformes e só usar as próprias camisas. Com a falta de higiene, os jogadores já estavam infectados a mais de um ano com a doença. A partir disso, funcionários de escolas em todos os EUA apressaram-se a limpar vestiários e mostrar aos alunos a importância da boa higiene em resposta a um relatório federal indicando que a bactéria resistente à meticilina causa mais mortes por ano nos EUA do que a AIDS. A meticilina é uma cepa do estafilococo que não responde à penicilina ou a antibióticos similares, embora possa ser combatida com outras drogas.
O Staphylococcus aureus
• O que é:
Staphylococcus aureus, também conhecidos como Estafilococos dourados são uma das espécies patogénicas mais comum, juntamente com a Escherichia coli. O Staphylococcus aureus é a mais virulenta espécie do seu género. Os Staphylococcus aureus são semelhantes a todos os outros Staphylococcus na maioria dos detalhes (ver na figura acima). Têm forma esférica, cerca de 1 micrómetro de diâmetro, e formam grupos com aspecto de cachos de uvas com cor amarelada, devido à produção de carotenoides, sendo daí o nome de "estafilococo dourado". Cerca de 15% dos individuos são portadores Staphylococcus aureus, na pele ou no nariz. A infecção é frequentemente causada por pequenos cortes na pele. Para tratamento antibiótico são usadas as penicilinas resistentes ás penicilinases, ou caso haja resistência vancomicina.
• Doenças Que Causa:
- Sindrome de choque tóxico.
- Gastroenterite estafilocócica.
- Síndrome de pele escaldada estafilocócica .
- Impetigo é uma infecção da pele (pequena mancha vermelha) e progride para ferida cheia de pus. Pode romper, e migrar para outras regiões.
- Foliculite é uma infecção com pús de um folículo piloso.
- Em feridas pode causar infecções se houver material estranho onde esteja em reserva alimentando-se do sangue da hemorragia.
- Endocardite: infecção no coração após circulação pelo sangue (bacteremia). Mortalidade de 50%.
- Osteomielite: infecção da medula óssea após bacteremia.
- Pneumonia.
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...Às 2:46 PM.
Obra Assistencial Nossa Senhora de Lourdes
Idosos amparados por obra no bairro do Garcia em Salvador
Vinícius Muniz
Não é muito recente o trabalho da Obra Assistencial Nossa Senhora de Lourdes, que fica no bairro do Garcia. Segundo a dona e presidenta da instituição, D. Gilca Cruz, o abrigo de idosas (que hoje também tem uma capela e funciona como creche), tem um trabalho antigo que nem ela sabe ao certo exatamente quando começou, mas que é coisa com mais de 30 anos. Hoje com mais de 60 senhoras, entre 55 e 90 anos de idade, a instituição conta com atividades variadas como bazares, passeios, proscição em dias santos e missas na capela do próprio abrigo.
“Muitas senhoras estão aqui por não terem os devidos cuidados, tanto físicos como psicológicos dentro de casa... Eram abandonadas pela família e foram trazidas ou vieram por livre e espontânea vontade.”, declara Gilca que conhece a história de todas as que passam e passaram por lá. A vida das senhoras é regrada e bem organizada, a alimentação é balanceada e todas sempre passam por avaliações médicas para medir os níveis de açúcar, pressão, colesterol entre outras coisas. ”Me sinto muito bem aqui, e sou bem assistida... Se eu estivesse em casa, não teria todas essas mordomias”, diz a animada Dona Catarina, de 78 anos, dona de uma lucidez incrível e moradora do local a 5 anos.
Com os altos índices de violência contra o idoso, instituições como essa vem crescendo e outras vão aparecendo em todo o Brasil. Funcionária da OANSL há 10 anos, Cíntia Monteiro diz que é com o maior carinho que ela vai todo dia para o trabalho. “Não tem dinheiro que pague você ouvir um ‘Deus te abençoe minha filha!’ mais de uma vez no dia... Fico muito feliz e grata por exercer esse trabalho e receber esse carinho de volta!”
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...Às 2:39 PM.
APROSBA
Associação das Prostitutas da Bahia
Vinícius Muniz
Um grupo de prostitutas, no ano de 1997 fundou uma organização da sociedade civil (ONG – Organização Não Governamental) sem fins lucrativos, a APROSBA. Que tem como missão, “Batalhar para a educação das mulheres profissionais do sexo da Bahia, valorizando-as como cidadãs, conscientes dos seus direitos e deveres, e investindo na capacitação e organização da classe para sua inclusão na sociedade”, segundo o site da ONG. Atualmente a APROSBA é a única associação da Bahia voltada inteiramente para o desenvolvimento das Mulheres Profissionais do Sexo do estado.
As atividades desenvolvidas por lá tem uma grande variedade. São palestras informativas semanais para as prostitutas, com temas e palestrantes diferenciados na sede da entidade, distribuições de preservativos, ensinamentos sobre o sexo seguro, com o intuído de prevenir as DST’s (Doenças Sexualmente Transmissíveis), dinâmicas de grupo, visitas em cidades do interior do estado, dentre outras inúmeras atividades oferecidas pela associação com o objetivo de melhorar cada vez mais a qualidade de vida das prostitutas e a imagem que elas têm perante a sociedade como um todo.
Além dessas atividades, a APROSBA tem projetos que estão acontecendo e que já aconteceram. Um dos principais foi a criação da Rádio Zona – Cidadania do Ar, que tem como foco principal tirar a imagem vulgarizada das prostitutas, superando os preconceitos e discriminações. Outro importante projeto é o "Sem Vergonha" - Nordeste 1, que tem convênio com o Ministério da Saúde – Programa Nacional de DST’, HIV e AIDS, a atuação é a Intervenção comportamental e desenvolvimento institucional e as regiões contempladas são: Salvador, Ilhéus e Camaçari na Bahia, Aracaju em Sergipe, Maceió em Alagoas e João Pessoa na Paraíba. Através do projeto, cerca de 1.000 profissionais do sexo em seis municípios da região coberta vão ter melhor conhecimento sobre mecanismos de prevenção do HIV. A ação possibilitará, ainda, o acesso a serviços de saúde de qualidade, informação sobre a forma correta e necessidade de uso constante do preservativo em todas as relações sexuais, além do trabalho coletivo para a garantia dos direitos de prostitutas nos municípios atingidos. Os projetos já realizados se chamam, “Mulheres da Vida”, “Projeto Teatro de Bonecos”, “Projeto Aprender Aprendendo”, “Projeto Trottoir” e “Projeto Beira de Estrada”. Que visaram também inserir as prostitutas no meio social.
Algumas prostitutas foram questionadas de como elas se sentem com uma ONG voltada totalmente para os interesses delas. Jéssica (nome falso de uma das meninas que não quis se identificar) falou que se sente segura com o suporte dado pela associação e fica feliz de poder adquirir os conhecimentos passados pelas palestras, projetos e atividades desenvolvidas. O que moveu a ela participar do grupo das profissionais do sexo, foi a necessidade de saber mais sobre si e os problemas que são enfrentados pelas suas colegas de trabalho.
É assim, que a APROSBA vem mostrando que todas as prostitutas não só da Bahia, e sim do Brasil não são qualquer coisa. Como diz o objetivo do grupo, elas só querem ser bem vistas, tirar a imagem de vítima e subir cada vez mais na mídia de uma forma ética e sem passar por cima de ninguém. “Não somos melhores, nem piores que ninguém. Sou ser humano, sou mulher, tenho minha vida e sou garota de programa porque eu quero... Não estou ferindo, nem prejudicando ninguém. A única coisa que eu quero, é respeito e ser tratada como uma pessoa qualquer. Prostituição é profissão!” Disse Jéssica, mostrando que elas vieram pra ficar e que a profissão e profissionais mais antigas do mundo não devem ser destratadas de forma alguma.
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...Às 2:34 PM.
Rádio Zona
A voz e a vez das prostitutas baianas.
Vinícius Muniz
As profissionais do sexo, que estão ligadas à APROSBA (Associação das Prostitutas da Bahia) têm mais voz ainda, com a criação da Rádio Zona no ano de 2006. Para a implantação da rádio, o Ministério da Cultura liberou a quantia de R$180.000,00 que foram investidos na compra de equipamentos e na contratação de profissionais. As pessoas envolvidas no projeto, têm a motivação de lutar por direitos humanos, e pela não marginalização da profissão.
Uma garota de programa, que não quis se identificar e será chamada de Lúcia diz, "Vamos lutar pela dignidade de profissão, pois a rádio não terá o objetivo de fazer apologia ao sexo. Os programas são sobre prostituição, e promovem debates sobre direitos humanos, questões raciais e sociais, tendo como público-alvo as prostitutas e as pessoas marginalizadas da cidade". Ainda ressalta que exerce a profissão com dignidade, mas não é respeitada pela sociedade. As prostitutas sempre tiveram pouco espaço na mídia, a não ser quando há a ocorrência de crimes envolvendo as profissionais. Lúcia ainda complementa falando que elas vão usar a rádio para veicular programas voltados basicamente para a categoria.
A rádio tem a realização da APROSBA – Associação das Prostitutas da Bahia, convênio com o Ministério da Cultura e a atuação tem o intuito de fazer a democratização do acesso aos meios de produção cultural e estímulo à superação de preconceitos e discriminação. A região contemplada é a do Centro Histórico e Cidade Baixa em Salvador na Bahia. A programação da Rádio vem da comunidade para a comunidade, incluindo, entre outras coisas, notícias da comunidade e locais, criação de novelas de rádio, manifestações da cultura popular e regional, socialização dos conhecimentos de direitos sexuais, humanos e reprodutivos. Tudo isso sem esquecer, é claro, de uma programação divertida e prazerosa, com músicas, entrevistas e atividades interativas.
No arquivo da rádio, já podem ser encontrados programas que tratam de temas específicos. Como o “8 de Março”, dia internacional da mulher, “Direito Ao Voto”, “Pílula”, “Prostituição”, “Violência Doméstica” entre outros. A linguagem da rádio é bem popular, justamente para não criar uma separação nem preconceito de quem ouvir. O próprio slogan da já diz, “Rádio Zona, na batalha pelas mulheres!”, ou seja, apesar de serem prostitutas acima de tudo elas são mulheres, donas de casa e cidadãs que tem o direito de ir e vir para todos os lugares por serem seres humanos iguais a todos.
Perguntada de qual benefício a rádio traz e irá trazer para as prostitutas, Luíza diz, “Nós temos muito a ganhar ainda. Já temos um espaço na mídia, e espero que o nosso grito esteja sendo ouvido por todos já que ainda sofremos com preconceito e problemas de várias espécies, um dia isso vai mudar e teremos o nosso espaço respeitado na sociedade”. São com as cabeças engajadas e sabendo o que querem que as prostitutas estão mostrando o seu valor e a sua participação ativa na sociedade.
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Sábado, Setembro 01, 2007...
...Às 12:59 PM.
Não À Generalização
Para o secretário Paulo Mascarenhas, nem todo político é ladrão.
Vinícius Muniz
Em meio a vários assuntos, que variavam entre política, economia, emprego e renda, um foi tratado de forma direta e sem rodeios pelo Secretário Municipal de Economia, Emprego & Renda, Paulo Mascarenhas. O tema foi, a questão da generalização do mau-caratismo na política nacional, ou seja, a péssima mania de alguns brasileiros (na sua grande maioria) acharem que hoje em dia todo o político está ligado aos problemas que rodeiam esse ramo. Não era de se esperar outra coisa, já que de uns anos para cá o que mais se vê é a massificação de pessoas de má índole que se ligam aos partidos para tirarem proveito de todos os privilégios que esses cargos dão.
O seu breve histórico profissional é encontrado no site da própria secretaria. Paulo Mascarenhas é advogado formado pela Universidade Católica de Salvador e pós-graduado em Direito do Estado. É professor de Direito Constitucional e de Direito Eleitoral, na Escola Baiana de Direito - FACET. Foi professor de Direito Eleitoral e Direito Administrativo no IDORT e na Casa dos Concursos. É autor dos livros "Lei Eleitoral Comentada", "Improbidade Administrativa", "Crime de Responsabilidade de Prefeito" e "Dos Crimes Contra A Administração & As Finanças Públicas". Exerceu as funções de Chefe de Gabinete do IPS, Gerente Administrativo e Financeiro da SUMAC, Procurador da Prefeitura Municipal de Prado, Diretor Superintendente da Secretaria de Educação do Estado, Gerente Administrativo do Instituto de Radiodifusão da Bahia (IRDEB) e Secretário Regional de Serviços Previdenciários do INPS, entre outros.
Segundo ele, atualmente não se vive uma crise política. Para o secretário, isso ocorreu na época do golpe militar, da crise de estado e de outros eventos. “O que vivemos hoje, é a crise de alguns políticos...”, declara veementemente o também professor da FIB – Centro Universitário da Bahia. Perguntado se essa “crise de alguns” não afeta diretamente os outros, ele foi enfático: “Não! Eu não me sinto nem um pouco afetado por isso. O governador não se sente, outros políticos não se sentem, deputados, senadores. O ruim... E esse é um erro que todos nós cometemos, e nós que temos 3º grau e não podemos cometer, é o erro de generalizar. Em toda profissão, tem o bom e o mau...”.
Uma pergunta fica no ar. Como a população vai aprender a separar o joio do trigo, diante de uma chuva de corrupção, trambiques e roubos que enchem as páginas dos jornais, as fitas das televisões e as ondas das rádios?! Apesar de grande parte das pessoas que generalizam, terem um nível de conhecimento considerável, não é fácil confiar em uma classe que sempre vem mostrando uma imagem negativa que pode vir afetar diretamente qualquer político. É nítida na população brasileira, a descrença nesse ramo, e para melhorar isso, só a esperança que no caso dos residentes desse país é a última que morre.
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Domingo, Junho 10, 2007...
...Às 2:03 PM.
O Cotidiano da Greve
O que acontece nas escolas, nos dias em que não se têm alunos, professores, mais sim, poucos funcionários.
Vinícius Muniz
Mais outro dia cinza, dessa vez sem ônibus, sem engarrafamento e sem aquela grande quantidade de alunos falando alto. É assim, nesse clima meio bucólico e silencioso, que os colégios estão nesse período de greve. Pouquíssimas pessoas circulam nas imediações internas do ambiente escolar, e essas poucas pessoas falam que esses tempos de paralisação são os que não se tem nada para fazer mesmo. "Só bater o cartão e ficar esperando o tempo passar", diz o segurança Carlos Sacramento do Colégio Estadual Hildete Lomanto.
Influência da Greve
Em meio a tantos matinhos que brotam dos espaços entre as placas de cimento do chão, ele coloca uma cadeira e fala que esses dias são os mais chatos por não ter nenhum de seus amigos-alunos para conversar nem tanta atividade para exercer. "O dia só se resume a atender uma pessoa, ou outra que chega à portaria. Quando estou livre, deixo-a um pouco de lado e vou bater um papo com o amigo que tem uma barraca aí na frente do colégio... É isso que me distrai e faz o tempo passar mais rápido", diz Carlos bocejando.
Esse é o cotidiano dos dias depois dos 18 e 21 de Maio de 2007, quando os professores da rede estadual e municipal anunciaram, respectivamente, que entrariam em greve lutando por um reajuste equivalente ao dado para o salário mínimo este ano (8,57%), sobre o piso pago por cada hora aula (fixado em R$3,33), além de aumento entre 6% e 7% para os profissionais que recebem acima deste valor. Realmente se ganha pouco para se ensinar nos colégios públicos soteropolitanos e os professores lutam não só para ganhar mais dinheiro, e sim para ter condições de dar aulas melhores e qualificar o ensino das redes estaduais e municipais.
Inquietações & Revoltas
Por sorte, chegou um aluno para pegar um caderno esquecido dentro do Hildete Lomanto, localizado próximo ao final de linha do bairro Fazenda Garcia. O estudante Cleiton Santos se diz feliz e triste ao mesmo tempo com a greve; "feliz porque não estou precisando acordar tão cedo, e triste porque sinto que eu vou me atrasar em relação aos estudantes dos colégios que estão em aula, que sempre saem ganhado. E ainda vão pegar os meus sagrados sábados para dar aula! Acho isso um porre...", declara ele aparentemente indignado com a sua futura situação.
No espaço ao lado, dentro do Colégio Estadual Edgard Santos, o também segurança Claudionor Silva fala das mesmas coisas que o amigo Carlos Sacramento. Do ócio de ficar a maior parte do tempo sentado e da constante falta do que fazer. Assume que já está sentindo falta da correria dos alunos e da bagunça que na maioria das vezes é ele que tem que conter. "No período de aula, fico rezando pra que cheguem logo as férias. Porra! É um saco às vezes esses meninos gritando e fazendo traquinagem perto de mim! Mas em uma época dessas eu não vou mentir, eu sinto até falta", declara olhando pro nada. Na certa imaginado o pátio cheio.
Estudante do Edgard Santos e também moradora do Garcia, a aluna Tamires Souza, 15 anos, fala o que ela faz nas "férias impostas" como ela mesma diz. Procura, mesmo sem aulas, estudar para não perder o pique e ajudar a mãe nos deveres domésticos, coisa que não pode fazer quando está na escola. Estudante da oitava série conta nos dedos os dias para voltas as aulas, porque detesta a idéia de não ter assunto novo e atividades de casa para realizar.
Tamires é uma exceção quando se trata de aluna aplicada. Segundo ela, os seus colegas tratam esse período como férias, e nem se preocupam com o conteúdo perdido com a falta de aulas. "Muitos ficam o dia todo na lan house, futucando o Orkut e falando no MSN. Acho isso errado, queria mesmo é que todos fizessem um grupo de estudo!", diz ela com a testa franzida e com um tom chateado.
No curto caminho de volta para casa, penso na realidade de pessoas que querem estudar e não podem. Eles sempre falam que o problema da educação já devia ter melhorado, e que as escolas, professores e alunos deviam ter um tratamento melhor. Para assim dar um novo rumo para as crianças e jovens que são ditas "o futuro da nação!". Como isso pode ser resolvido? Segundo Tamires "só Deus é quem sabe", e fica nítido que a educação vai demorar muito para sair desse quadro ruim.
A faxineira do Hildete Lomanto, Rosalina Rodrigues, declara no alto dos seus 62 anos, que é melhor os pais fazerem um sacrifício e manter o filho no colégio particular, porque lá ele não corre o risco de ficar tanto tempo sem aula e o ensino com certeza é melhor. "Queria que as escolas públicas fossem como antigamente, a gente aprendia tanta coisa que hoje passa longe desses colégios. Eram aulas de latim, inglês, francês e muitas outras coisas que nem se comparam com o que é hoje em dia", diz a senhora de óculos grandes e voz firme.
Ela e muitos outros acreditam que um dia isso tudo um dia vai melhorar. Mas que dia? Esse problema tem que ser resolvido para ontem. Os professores precisam de condições melhores, os alunos precisam desses professores com condições melhores e o país precisa desses alunos com condições melhores. Para assim se pensar em jovens formados dignamente e capazes de concorrer sadiamente no mercado com outros de qualquer país que seja.
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Quinta-feira, Junho 07, 2007...
...Às 3:34 PM.
Destruição do Ambiente Escolar
Espaços físicos precários nas escolas da rede pública estadual.
Vinícius Muniz
Em um dia cinza, com direito a manifestação de taxistas no caminho das escolas que iam ser visitadas, a tensão tomou conta já por imaginar o que viria pela frente. Ainda mais se falando de um tema tão instigante, que é descobrir o motivo da destruição exacerbada do espaço físico das escolas soteropolitanas. Uma coisa nova foi percebida na entrada no Colégio Estadual Góes Calmon, agora na portaria é necessária uma assinatura e o número do RG (Registro Geral) para entrar no colégio, seja qual for à atividade a ser exercida dentro dele.
Logo de cara, depois do portão principal do colégio se enxergam as paredes pichadas e os muros cheios de palavrões e nomes de vários alunos. Alguns deles estavam na saída implorando para o porteiro para ir embora, pois não queriam assistir aula. Chegando a sala de Marlene Ferreira, diretora da instituição as perguntas começaram a ser feitas, e as respostas começaram a surgir. Segundo ela o problema da destruição do ambiente escolar é evidente e os alunos têm participação direta nas ocorrências.
"O colégio está fazendo uma pesquisa com os professores e alunos, tentando descobrir o real motivo, ou seja, o que leva os alunos a terem essas atitudes de destruir as coisas daqui", declara a diretora. A rede elétrica e hidráulica do colégio está totalmente destruída, e os alunos são os responsáveis por essa danificação, para a diretora um dos principais motivos é a vontade que o jovem tem de reproduzir a revolta de viver em um ambiente ruim, "Eles descontam isso destruindo o colégio", finaliza.
O colégio estava em festa, porque no final daquela manhã aconteceria o Desfile da Beleza Negra do colégio, organizado pelos alunos. Com a autorização da diretora, a oportunidade de assistir ao mini-evento foi dada, caminhando pelos corredores do colégio, as pichações voltaram a aparecer e os bebedouros que eram semelhantes à miquitórios de inox estavam quebrados, jorrando água e deixando o chão sujo com a água turva e escura. Aproximando-se da quadra, o cheiro de cozido aumentava, pois tudo estava acontecendo próximo ao refeitório. A quadra é pequena, mas até que não estava tão afetada pela destruição, que era aparente em todo o resto da escola, segundo a cozinheira Judite Sacramento, ela não foi destruída porque os meninos adoram jogar futebol.
Projeto Cuidando da Escola
O governo do estado e a Secretaria de Educação do Estado da Bahia (SEC), no dia 16 de agosto de 2006 aprovaram o Projeto Cuidando da Escola. Visando apoiar as unidades escolares da rede pública estadual no desenvolvimento da cultura da preservação do seu patrimônio. A tentativa do projeto é conscientizar os alunos que depredar um bem público é destruir seu próprio patrimônio e que diversos segmentos da sociedade ainda não têm a consciência de que a escola, sendo um bem público, precisa ser preservada e que os investimentos públicos são provenientes de impostos pagos pela população.
Essas informações estão no
site da SEC, que ainda ratifica que o programa concebe a preservação não somente em relação à estrutura física instalada, mas, também, em relação às possibilidades de uso dos espaços construídos, equipamentos, e do desenvolvimento de atividades nas áreas livres das escolas públicas estaduais, criando um clima escolar que interfira na melhoria da aprendizagem escolar dos alunos.
A diretora do Góes Calmon diz que o projeto não chegou à instituição, por isso tiveram que criar um programa próprio de nome Projeto de Desenvolvimento Pessoal & Social. Essa é uma intervenção do colégio que funciona através de oficinas no turno oposto que tratam de assuntos que variam de sexo, projetos de vida, violência e degradação do ambiente físico escolar. Não funciona muito, porque é difícil de chamar a atenção dos jovens para esses problemas e pela falta de apoio de incentivo dos pais em casa.
A SEC fala que com a mudança da gestão, ficou difícil tocar o projeto adiante. Mas, que está dentro dos planos do secretário atual, Adeum Sauer colocar o projeto para funcionar. É muito importante ter os colégios com boas condições físicas para os alunos e essa é uma meta para a melhoria da educação baiana, informou Vonice Rodrigues.
Perguntada sobre o assunto, a aluna Manuela Coelho, 18 anos, estudante do 1º ano do ensino médio, fala que o instinto de destruir o colégio vem da índole da pessoa, não tem nada haver com o seu local de origem, nem com a falta de educação doméstica. "Os próprios alunos que arrebentam as coisas, são os primeiros a reclamarem com a direção do colégio", declara ela. E ainda diz que o problema da destruição não se resume somente ao espaço físico, atinge também os livros didáticos dados pelo governo federal. "O pessoal risca, rasga e pior, não devolve os livros. Aí os estudantes do ano seguinte ficam sem ter o material por causa dos vândalos", finaliza.
A falta de interesse dos pais em lutar pela melhoria do local de estudo dos filhos é uma das reclamações da diretora. "Fazemos reuniões de pais e mestres, só que os pais não aparecem. Muitos com medo de perder o emprego, já que os chefes não deixam eles saírem nas horas que acontecem as reuniões. Isso torna bem mais complicada a relação pai x escola que é fundamental para o aprendizado da criança".
Outro grande problema é a distribuição das verbas, que conforme a diretora são iguais a de países desenvolvidos, mas não chegam à escola da forma correta. Para consertar o colégio a verba é pouca, a maior parte do dinheiro é voltada para coisas administrativas como papeis e afins ou coisas relacionadas à parte elétrica e hidráulica, mas para reformar o colégio o dinheiro é muito pouco, quase insuficiente.
Verdade ou Mentira?!
A grande dificuldade para ter acesso às instalações do Colégio Estadual Luís Viana é de deixar qualquer um com a curiosidade aguçada. Depois de alguns minutos de espera, a vice-diretora Ana Rosa Campos e a coordenadora pedagógica Denise Brito, resolveram atender e falar sobre o assunto. Com um tom muito floreado elas falavam que a escola estava com tudo na perfeita ordem. Apesar do aparente desgaste do ambiente, era dito que a maturidade dos alunos da escola impedia que um tipo de coisas como essa viesse acontecer na instituição.
O choque do que elas falavam com o que era visto, denunciava uma necessidade de mostrar uma realidade bonita na tentativa de apagar o real. "O colégio trabalha com a conscientização do aluno e do professor para diminuir os índices de destruição do patrimônio. Não existe mais o aluno que quebra a carteira e outras coisas daqui, e a família está em constante conexão com o colégio", declarou a tensa Ana Rosa Campos, sendo que os alunos falam que as famílias não têm tanto contato com o colégio.
Dirigindo-se a Escola Estadual Luís Viana, que só tem alunos do ensino fundamental (1º e 2º ciclos), se vê um dos colégios com a situação mais precária de Brotas. Cercado de grades, sem exagero, como se fosse uma casa de detenção, os alunos estudam em salas com cadeiras quebradas e desfrutam de um ambiente gélido e tenso pelos altos índices de periculosidade. Apesar de serem mais novos, segundo a aluna Tâmara Lorena, 17 anos, que estuda no colégio ao lado (o Colégio Estadual Luís Viana), os alunos são os que mais destroem o colégio.
Dando a entender que dirige a escola com mão-de-ferro, Eloína Pedreira fala que o problema do vandalismo é geral. Para ela, todas as escolas sofrem com alunos baderneiros e que destroem o seu meio de estudo. Ela fala que a conversa com os alunos é uma das coisas que pode melhorar o quadro que está, a cada dia que passa, maior nos colégios estaduais de Salvador.
Por mais incrível que pareça, é possível ver um pouco de esperança nos olhares desconfiados das crianças que todo dia (ou não) estão pelos corredores riscados, sujos e mal cuidados das escolas. Se a renda é igual à de países com bom desenvolvimento, é possível mudar um quadro forte e que está no esquecimento das autoridades e de toda a população.
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Quarta-feira, Maio 30, 2007...
...Às 1:47 PM.
Exclusão Digital
Projetos que não saem do papel e aulas só para preencher carga horária.
Vinícius Muniz
No papel, segundo o
Portal IdBrasil, inclusão digital "passa pelo fato do cidadão não ser cobrado pelo serviço na hora que vai usá-lo, pois o acesso à informação deve ser um direito de todo cidadão brasileiro, como é o acesso aos serviços de saúde e de educação. O fato de se ter ou não dinheiro não pode ser um obstáculo", principalmente falando-se da população de baixa renda, que é a que tem menos acesso a recursos tecnológicos. Mas, na prática, a coisa funciona de uma forma completamente diferente. Os colégios estaduais e municipais de Salvador são um grande exemplo disso. No bairro de Brotas, os alunos sequer têm salas de informática em algumas escolas. Como preparar esses jovens e crianças para um mundo em que a tecnologia reina e é um aspecto totalmente necessário? É essa a pergunta que fica no ar entrando nos colégios tomados de mato, com salas destruídas e sem cadeiras, com parte da direção relapsa com o alunado e principalmente sem recursos básicos para uma educação de qualidade.
Falta de Condições & Estrutura
Alunos do Colégio Estadual Góes Calmon reclamam da precária estrutura física do colégio e da falta de professores. A aluna Aline Cerqueira, de 16 anos, fala que falta ânimo para ir à escola, porque não tem nenhum recurso que a atraia para dentro da sala de aula. "Aulas de informática seriam maravilhosas para nós, porque muitos não têm computador em casa e dependem dos amigos ou de lan houses para ter acesso à internet. Mas isso é uma coisa muito difícil de acontecer por agora", diz a aluna que cursa o 2º ano do ensino médio e estuda há três anos na escola.
A vice-diretora da instituição, Alessandra Magalhães, fala triste da evasão escolar. No ano passado, a escola tinha 450 alunos a mais, hoje são 355. Segundo ela, eles deixaram o colégio pelo fato de o projeto criado pelo governo, o de tempo integral, não superar as expectativas dos alunos, ou seja, os prometidos projetos culturais (dança, teatro, capoeira e etc.), reforço escolar, aulas de informática e as tentativas de melhorar o desempenho dos alunos foram substituídos pela falta de professores e o excesso de tempo ocioso, causando assim altos índices de drogas e sexo no colégio.
A coordenadora pedagógica, Denise Pereira de Miranda, explicou que o projeto tinha a intenção de manter os alunos com as matérias básicas pela manhã e com atividades extras pela tarde, atividades essas escolhidas pelo próprio estudante. Mas, devido à má formação dos professores e falta de preparação da escola em todos os sentidos o projeto não foi a diante. "Projetos de inclusão digital são atividades que estão na grade escolar, mas a escola não tem o apoio nem recursos da Secretaria de Educação do Estado da Bahia (SEC) para desenvolver essas atividades", conta ela.
Denise, que já está para se aposentar, fala que a má distribuição das verbas torna algumas escolas estaduais melhores que as outras. Cita como exemplo os colégios Manoel Novaes e Thales de Azevedo, que são considerados os melhores em termos de ensino e estrutura, e fala que se não estivesse prestes a se aposentar abandonava o Góes Calmon por não ter nenhuma condição de trabalho favorável a ela e aos alunos. Essa falta de condição fica evidente andando pelos corredores cheios de grade da instituição que tinha tudo para ser uma referência de estrutura física e educacional.
Sem Informática, Sem Professores
O Colégio Estadual Manoel Vitorino é outro que não possui a tão sonhada pelos alunos, sala de informática. Segundo a coordenadora da escola, Raquel Soares, os alunos mais velhos (da 5ª à 8ª série) são os que mais cobram a falta dessa atividade e questionam o porquê de eles ainda não terem computadores em uma sala e não terem essa atividade dentro do currículo escolar, sendo que as salas da diretoria, coordenação, entre outras, têm microcomputadores.
Fica claro como a realidade de alguns dos colégios públicos soteropolitanos é precária em certos pontos, sendo que muitas pessoas não têm noção do problema. Além de às vezes não terem a mínima estrutura organizacional por parte de alguns diretores e/ou funcionários, em sua maioria por falta de interesse de alguns deles, os alunos ainda sofrem com a vontade de ter aula. E por mais chato que isso pareça, esse sofrimento às vezes só aumenta.
Caminhando pelos corredores, se vê meninos e meninas fardados fora da sala de aula, sentados no chão (e muitas vezes deitados) por cima dos cadernos que deveriam estar recheados de conteúdo, sem ter aula. Será que esses professores que não vão a escola não pensam que muitos querem alguma coisa para o seu futuro e nem isso os faz ter motivação de educar e criar bons profissionais? Essas e muitas outras interrogações são as que não saem da cabeça da aluna Kellyanne Rocha, estudante da 8ª série, o último ano do Manoel Vitorino. "Saio de casa, com vontade de estudar e quando chego no colégio e vejo que o professor não veio, fico chateada e com desejo de ter dinheiro para poder pagar um colégio que seja bom e tenha aula", diz indignada a menina de apenas 14 anos.
No Colégio Estadual Luís Viana, que é um dos poucos em Brotas a terem aulas de informática, os alunos do 3º ano do ensino médio, Juan Silva e Cláudia dos Santos reclamam que as aulas de informática são o mesmo que nada. "A professora coloca a gente pra desenhar no Paint e fazer textos bobos no WordPad, coisa de menino de primário mesmo! Eu e ela já fizemos cursos avançados em escolas de informática e sabemos que computação não se resume somente a isso", diz Juan com um tom de deboche.
Perguntados de como eles acessam a internet, já que no colégio não existe esse tipo de atividade, eles falam que vão a Lan Houses ou a casa de amigos para acessarem o MSN Messenger e o mais famoso site de relacionamentos, o Orkut, já que não têm computador em casa. Outra forma tecnológica que eles têm para se comunicarem com os amigos é através de Torpedos SMS no celular, tornando assim a distância no tempo das férias menor e a troca de informações mais rápida.
É assim que a educação pública na Bahia se mostra na maioria dos casos, ótima no papel e péssima na prática. Assim os anos vão passando e jovens deixam de ter uma educação de qualidade e uma boa formação para o futuro que é sempre exigente e favorável aos que tem maior conhecimento de todos os assuntos, e a informática está inclusa nesse universo.
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Terça-feira, Maio 29, 2007...
...Às 11:15 AM.
Explosão de Inverdades
Contradições sobre o famoso e fatídico 11 de Setembro de 2001
Vinícius Muniz
São cada vez mais fortes os indícios que levam a entender que foi o próprio complexo industrial-militar que governa os Estados Unidos que deu início ao famoso e trágico atentado do 11 de Setembro de 2001. Em palestra ministrada no Centro Universitário da Bahia - FIB, na terça-feira dia 17 de Outubro, o Professor, Mestre e Doutor
André Gattaz falou dos estudos realizados para provar que todo o tipo de informação veiculada sobre os atentados ao World Trade Center e ao Pentágono pela mídia é, em grande parte, totalmente deturpada.
De acordo com Gattaz, "é impressionante a falta de escrúpulos e de humanidade de pessoas, que, para aumentar o poder monetário de um país, acabam com milhares de vidas e agem como se nada tivesse acontecido". Segundo ele, o que vem sendo descoberto é que o Pentágono não foi atingido por um avião, mas por um míssil, e o World Trade Center não foi atingido por aviões comerciais, mas por aviões militares. "...Ambos os aviões estavam dotados de mísseis que foram disparados instantes antes do impacto"
(imagem), diz o Professor. Ainda hoje, milhares de pessoas acreditam que os atentados foram provocados por Osama Bin Laden e que os Estados Unidos foram apenas vítimas de um povo revoltado e com idéias radicais. Estudos e análises estão provando o contrário, mostrando que, com declarações pífias e "mentirosas", os estadunidenses estão se contradizendo.
Até que ponto pode chegar um país que mata pra ganhar dinheiro? Esse é o questionamento que foi deixado por André Gattaz. "Para os Estados Unidos, não saiu nada ruim matar mais de 3 mil pessoas e aumentar o poder monetário...", afirma. Para ele, esse e outros aspectos deixam claro e evidente que os inocentes sempre saem perdendo e os poderosos continuam em seus tronos gozando dos frutos que o crescimento econômico lhes oferece.
Sites Relacionados:
- André Gattaz - Painel de Idéias
- Setembro 12
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Segunda-feira, Maio 28, 2007...
...Às 2:27 PM.
A Segunda-Feira Gorda.
Tempero baiano faz a felicidade de todos na Cidade Baixa.
Vinícius Muniz
As segundas-feiras na cidade baixa estão cada vez mais cheias devido ao famoso cozido, servido nos quiosques do fim-de-linha da Ribeira. Muitos comerciantes estão lucrando bastante com o movimento de clientes que apreciam essa conhecida iguaria. O prato recheado com legumes, carnes, entre outras iguarias é de um preço popular e de paladar agradável.
Dona Valdete, que tem um restaurante há mais de vinte anos na Ribeira, serve até 50 pratos apenas numa tarde. O empresário Antônio Fernandes, um baiano que hoje vai a Ribeira como turista, trabalha e mora em São Paulo. "Quando posso estar em Salvador não deixo passar em branco a segunda-feira neste pedaço tão popular da cidade.", afirmou.
Os comerciantes ficam gratificados com o crescimento da economia no local, isso vem acontecendo devido ao aumento de freqüentadores na região da Cidade Baixa, principalmente na Ribeira, que é o bairro onde se encontram a maioria dos estabelecimentos responsáveis por comidas típicas que agradam a todos os baianos e turistas. A concorrência é grande entre os donos de quiosque, e todos lutam para conseguir mais clientes tentando fazer os melhores pratos de cozido, que geralmente variam de R$4,50 a R$7,50.
Apesar da curiosidade de muitos, Dona Valdete nunca revela o segredo do prato. Diz apenas os ingredientes: que são os muitos pedaços de legumes e carnes de vários tipos, como bucho, lingüiça e carne seca. O cozido é servido quente e acompanhado com pirão. O estudante universitário Rodrigo Drumond, que foi pela primeira vez com a namorada, também estudante universitária, Amanda Nogueira, provou o famoso cozido e ficou maravilhado com a comida. "Não vou deixar de freqüentar e de fazer a famosa propaganda 'boca-a-boca' para trazer os amigos", declarou. Vale ressaltar que não é só a segunda-feira que é recheada de coisas boas e saborosas. Os outros dias da semana têm os seus aspectos que precisam ser explorados e receber o valor que merecem.
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